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Publicado em Ago 6, 2015 em Destaques, Notícias, Ver tudo

Como estão a qualidade do ar e os níveis de radiação UV na cidade das Olimpíadas 2016?

 

 

Uma prévia dos Jogos Olímpicos de 2016 ocorreu na praia de Copacabana no dia 02 de agosto. Trata-se do evento-teste de triatlo, um dos 45 eventos do gênero que ocorrem no Rio de Janeiro antes das Olimpíadas de 2016.

Em uma iniciativa independente do evento e não vinculada a nenhum comitê olímpico, o Grupo de Poluição do Ar e Processos Atmosféricos, através de um consórcio de grupos de pesquisa de qualidade do ar e radiação solar envolvendo três universidades: Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e Dalhousie University (Canadá), realizou um estudo Meteorotrópico, que visa estabelecer relações entre a saúde humana e fatores meteorológicos e ambientais. O estudo ̶ já desenvolvido com êxito em Londrina (PR) ̶ utilizou equipamentos portáteis sobre bicicletas que percorreram Copacabana e outras áreas-chave da capital carioca para monitorar os níveis de poluição do ar, ruído, e dose de radiação solar ultra violeta (UV).

O mapa abaixo mostra as concentrações de black carbon (conhecido como “fuligem” no idioma português) ao longo de percurso em bicicleta entre Copacabana e o aeroporto Santos Dumont. As partículas de black carbon são oriundas de queima de combustíveis e biomassa e causam efeitos sobre o sistema respiratório humano. O mapa revela níveis relativamente baixos na região costeira, e elevadas na Av. Princesa Isabel, no túnel que dá acesso ao bairro de Botafogo e dentro desse bairro.

A figura abaixo mostra a dose de radiação UV eritêmica acumulada durante um dos percursos. Essa variável indica a quantidade de energia necessária para se produzir eritema (vermelhidão da pele) de acordo com o tipo de pele de um indivíduo. Em apenas 30 minutos do percurso iniciado às 10:30 da manhã um indíviduo com pele fototipo 1 teria se exposto a uma quantidade de radiação suficiente para causar eritema, enquanto que um indivíduo com fototipo 4 poderia se expor com segurança por aproximadamente 1 hora e meia.

Os equipamentos para este estudo foram financiados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, contrato número 404146/2013-9), FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de Minas Gerais) e Dalhousie University.

Equipe (em ordem alfabética):

Prof. Admir Créso Targino, PhD
Luiz Felippe Wiese
Prof. Dr. Marcelo de Paula Corrêa
Prof. Mark Gibson, PhD
Profª Patricia Krecl, PhD
Plinio Bernardo de Souza